Arquivos Mensais: maio 2008

Anahata, O Invicto, A Câmara Secreta do Coração.

Nome em sânscrito: Anahata, O Invicto, A Câmara Secreta do Coração.
Localização: No meio do peito, próximo ao coração
Pétalas: 12
Cor: Verde, rosa, amarelo (devido ao prana da respiração), azul, a cor depende do sentimento.

       Para os hindus, o princípio espiritual mora no Chackra do Coração. Quando o espírito vem para uma experiência carnal, ele entra pelo Chackra Coronário e se aloja na Câmara Secreta do Coração. Na China, é falado que o Shen (espírito e  consciência) também mora no coração.
       O Chackra Cardíaco está ligado à glândula Timo, importante no sistema imunológico.
       Na maioria dos livros ocidentais o Chackra do Coração é posicionado um pouco para esquerda. Existe um chackra secundário, que está ligado ao coração físico e se encontra do lado esquerdo, um pouco acima do mamilo. O Chackra Cardíaco – o principal – nasce na coluna e irradia para o centro do peito (entre os mamilos) com uma abertura para frente e para trás, como todos os outros chackras com exceção do Coronário e do Básico.
       Sua função é energizar o sistema cardio-respiratório e processar a energia que vem da respiração, combinando-a com a energia celestial e com a  telúrica, bombeando-as para todo o corpo.
       É o Chackra por onde expressamos os nossos melhores sentimentos. Sentimento não é igual a emoção. Um exemplo claro é o amor, o amor é sentimento, é incondicional e  puro – já o apego é emoção.
       O Chackra do Coração é o nosso verdadeiro centro afetivo. Quando esse Chackra está aberto, nos sentimos um canal de compaixão. Um abraço sincero é um beijo de chackras cardíacos. As preces sinceras, sem egoísmo e sem segundas intenções, nascem no coração. Mágoa, ressentimentos e ódio agridem esse centro, que vai bombear essas energias por todo o corpo, envenenando todas as células.
      Nas escolas esotéricas, o Anahata é simbolizado com um triângulo para cima interposto com um triângulo para baixo (Estrela de Salomão).  Ou seja, ele é aquele que equilibra as energias que vêm do alto e as que vêm de baixo.
      Quando esse Chackra não está funcionando bem, somos incapazes de amar. O amor é substituído por apego e egoísmo. Sua desarmonia produz patologias como: arritmia cardíaca, cãibras, hipertensão, enfermidades no pulmão, síndrome do pânico, etc. 

Vishuddha, O Purificador

Nome em sânscrito: Vishuddha, O Purificador
Localização: No meio da garganta
Pétalas: 16
Cor: Azul celeste, mas varia de acordo com o que está se expressando.

O Chackra Laríngeo está ligado às glândulas tireóide e para-tireóides. Ajuda na desintoxicação do metabolismo – como seu próprio nome já diz. O Laríngeo auxilia na captação de energia do ar, o prana, direcionando-o para as cordas vocais, laringe, faringe e traquéia. É responsável basicamente por 3 áreas:  parte média da respiração;  mastigação e deglutição (a primeira parte da digestão ocorre na boca); comunicação (nossa capacidade de expressar está ligada a esse centro).
É uma barreira para que as energias emocionais não subam indiscriminadamente para os chackras superiores. Ele faz a filtragem daquilo que sentimos com o que pensamos para podermos nos expressar melhor. É também associado à lucidez e à clariaudiência.
Esse chackra é agredido em situações nas quais falamos demais ou de menos (vulgo “engolir sapo”). É importante expressar o que pensamos de forma educada e inteligente.
Seu desequilíbrio pode ocasionar: rouquidão, gagueira, dificuldade em se comunicar, bruxismo, infecções virais (amidalites e faringites). A pessoa com um Laríngeo muito bloqueado geralmente anda com a cabeça curvada para baixo.

Sincronicidades

    Um caso que costumo citar nos cursos é de uma senhora na qual a gente tratou por muito tempo e depois veio a fazer parte do nosso grupo. Ela há dez anos havia perdido o filho poucos dias depois do parto. Não lembro bem do quadro, mas lembro que ela teve eclampsia e perdeu os dois rins, ou seja ela faz hemodialise há mais de dez anos.

   Nós conversavamos muito pois ela ainda não tinha mexido no quarto do menino e ela era espírita e não entendia porquê ele não havia contactado ela. Nessa época o grupo era bem pequeno e a senhora apresentava claramente um deficit de essência (energia que é armazenada nos rins). Quando eu olhava pra ela parecia que eu olhava pra um defunto. Mas bem, certo dia eu estava em casa olhando no site da Rádio IPPB e vi uma mensagem de filhos desencarnados para os pais, peguei ela e gravei num cd. No dia do trabalho levei e deixei a mensagem tocando durante a aplicação.

  A clarividente disse que enquanto a mensagem tocava apareceu na sala uma indiana com um monte de crianças que ficavam correndo na sala e fazendo carinho e cosquinhas na gente e na senhora. Teve até um que trouxe flores pra gente. No final da aplicação ela estava muito emocionada (a mensagem realmente é muito legal).

    Ai vem a melhor parte… ela me pergunta… como é que vc sabia que faz dez anos que ele morreu. Eu não fazia nem idéia, eu tava na Internet deparei com a mensagem gravei pra ela na inocência e bimba. Coincidência?

    Ela continuou com a gente por muito tempo, mais na acupuntura que no reiki, pra tentar melhorar a questão da essência. Foi melhorando esplendorosamente e depois que fez o curso de reiki era uma das alunas mais aplicadas e outro dia me ligou toda feliz - em uma sessão de hemodialise há alguns anos tinha contraído o virus da Hepatite e depois que fez o curso, começou a meditar e aplicar reiki regularmente e no seu exame o virus não aparecia mais. Hoje é outra pessoa, mais disposta, feliz, confiante, sempre disposta a ajudar. E ela já mexeu no quarto e resolveu o problema. Com paciência, amor e perseverança a gente consegue muita coisa. 

Aplicando Reiki em desencarnados – I

      Um caso que chegou a me emocionar foi de uma senhora que eu tratei por mais de um ano. Ela tinha mais de 70 anos e bancava financeiramente a sobrinha que tinha quase uns quarenta. O caso das duas era muito complicado e extremamente conflituoso, inclusive incorrendo em vários episódios de agressão física. Eu tratava as duas com reiki e tinha conseguido poucos ganhos (no meu ver). Energeticamente elas já estavam melhorando mas quando brigavam quase sempre tinha um episodio de agressão física. Eu já havia orientado para dar queixa milahres de vezes, mas como já disse o caso delas era muito complexo.

Um dia  eu pedi que a senhora fosse no trabalho voluntário. Quando ela entrou na sala tive uma impressão diferente e perguntei a clarividente quem estava ali junto com ela. Ela me descreveu o que aparentava ser um escravo da época colonia. Ele possuía as argolas das algemas nos pulsos mas a corrente que unia as duas estava quebrada.

O atendimento começou, eu deixei o grupo aplicar reiki nela e me pus ao lado da maca (aonde o escravo estava parado). Usei o HSZSN e começei a aplicar reiki no escravo. A minha aura prontamente se expandiu muito (talvez algo guia tivesse se aproximado demais) e comçou a vir vários pensamentos na minha cabeça. Começei então a conversar mentalmente com ele (mais um monologo é verdade). Falei pra ele que sacanagem ele já tinha sofrido pra caramba na mão dela e tava ali agora continuando sofrendo mas por opção própria. Falei que existem leis que nós fazem pagar o que devemos e que ela iria ter que aprender a lição dela mas que ele não precisava continuar ali, que era hora de parar, de caminhar, que tantos amigos deles já tinham caminhado e que estavam próximos a ele mas que o ódio e a dor,a vingança não deixava ele ver, tava na hora de parar de sofrer. Que era hora que quebrar aquelas algemas, dele ser verdadeiramente livre. Nesse momento a clarividente pegou as minhas mãos e posicionou para baixo  (depois ela me contou que ele estendeu as mãos para mim). Com a decisão dele a energia corroeu as algemas e elas quebraram e ele então desmaiou. Naquele dia nós tinhamos feito uma limpeza na sala trabalhando muito com elementais e a sala estava repleta deles. Os elementais então envolveram ele e levaram para algum local de tratamento.

Quando abir os olhos a clarividente estava chorando e me contou que a senhora em uma dada vida mandava bater muito naquele escravo que não aceitava se subjugar até que ele efetivamente morreu de tanto apanhar. Ele nutria ódio por ela e nas brigas com a sobrinha ele induzia a sobrinha a bater nela. Depois que ele foi embora os problemas entre elas continuaram mas os epísodios de agressão física praticamente se extinguiram.